De acordo com relatório da IBM, diariamente nós geramos 2,5 quintilhões de bytes de dados. Desses dados, 90% foram criados somente nos últimos dois anos. Ainda de acordo com o mesmo estudo, a tendência é a de que o volume de geração de dados atingirá taxas cada vez mais aceleradas de crescimento no decorrer dos anos.

 

Isso explica-se por um fator simples: dados estão em todo lugar, desde e-mails, documentos, vídeos, trocas de mensagens instantâneas, compras online até fotos que postamos em mídias sociais. Como você pode observar, os formatos em que dados transitam são variados, assim como as fontes geradoras diferem-se entre si. A essa perspectiva de criação e de volume de dados damos o nome de Big Data.


 

O que é Big Data?

Apesar de muito falado atualmente, o conceito de Big Data não é novo, mas foi em 2000 que Doug Laney, um analista famoso, resolveu se aprofundar no tema trabalhando com o chamado 3Vs do Big Data (volume, velocidade e variedade):

 

· Volume: princípio básico do Big Data, significa que os dados coletados de diversas formas devem ser gerenciados.

 

· Velocidade: dados são gerados de forma cada vez mais acelerada e devem ser capturados, processados, armazenados e atualizados rapidamente.

 

· Variedade: o Big Data precisa ser capaz de tratar a variedade de dados existentes (dados estruturados e não-estruturados).

 

Estudiosos acrescentaram 2Vs a essa definição, formando o que muitos conhecem por 5Vs do Big Data. Assim, além de Volume, Velocidade e Variedade temos Veracidade e Valor:

 

· Veracidade: dados precisam ser confiáveis e verídicos, do contrário o resultado final não será alcançado.

 

· Valor: para que o trabalho de combinar grandes volumes de dados com velocidade, variedade e veracidade tenha relevância, é preciso que traga valor à empresa.

 

Como o Big Data cria valor?

Para o universo corporativo, o Big Data acrescenta precisão às tomadas de decisão, já que com um maior volume de dados é possível extrair informações muito mais acuradas para análises contínuas. Isso vai ao encontro do último V citado: a criação de valor.

 

É possível criar valor de várias maneiras, uma delas diz respeito às oportunidades de negócio. Suponha que por meio de um CRM você consiga extrair dados sobre as características de compra do seu cliente. Você consegue, por exemplo, entender a sazonalidade de alguns produtos, qual é a jornada de compra do seu cliente, tempo médio que leva para fechar negócio, e por aí vai.

 

Tendo em mãos esse tipo de informação as equipes de vendas e de marketing podem trabalhar em conjunto para criar ações que aceleram a tomada de decisão ou, quem sabe, para fazer girar produtos que estão a mais tempo em estoque.

 

Imagine agora que você tenha feito uma pesquisa de mercado e descobriu que existe uma demanda para seu produto em uma região que ainda não atuava. Com isso, você pode trabalhar em buscar novas oportunidades de negócio, o que pode representar em expansão de mercado.

 

Esses são apenas dois exemplos simples, mas que demonstram o quanto o Big Data pode trazer de insights para o negócio. Para isso, além de conseguir extrair dados é necessário saber analisar o que números e informações estão dizendo para você.


 

Como usar o Big Data a favor de sua empresa?

No tópico acima mostrei dois exemplos de como analisar dados e elaborar estratégias de negócios. Para que as informações tenham valor ao seu negócio, é fundamental que sejam extraídos os dados certos, no momento correto.

 

Para ajudar, é fundamental contar com um software de Business Intelligence (BI) que, além de capturar e armazenar os dados, possibilita que sejam criados relatórios apenas com as informações necessárias para determinada tomada de decisão. Desse modo, gestores não perdem tempo avaliando fatores que não irão interferir e que poderão, inclusive, dar um direcionamento errado para determinada estratégia.

 

Portanto, para pensar em aproveitar essa fonte valiosa para análise e tomada de decisão, é preciso conseguir avaliar o que os dados dizem sobre sua empresa. Para isso, não basta apenas coletá-los e armazená-los. É preciso saber analisar as informações relevantes e estudar o que elas estão querendo dizer.

 

Assim como números, sozinhos, não podem dizer se uma empresa está tendo lucro ou prejuízo, é preciso entender que os dados devem ser analisados em conjunto com outras informações. Fazer isso manualmente é tarefa praticamente impossível, especialmente pela quantidade de dados que lidamos todos os dias.

 

Exatamente por isso que empresas precisam pensar urgentemente em como estão gerenciando seus dados e como estão tratando para que eles atuem realmente a favor de seu crescimento. O Big Data deixou de ser teoria faz tempo e agora, mais do que nunca, as organizações devem atentar-se que tomadas de decisão têm que ser apoiadas por dados úteis e em tempo hábil.


 

Isso significa que...

Em uma era em que dados crescem exponencialmente, conseguir gerenciar toda essa informação e utilizar aquelas que são relevantes para o seu negócio (e/ou para determinada situação) pode representar a grande diferença entre sua empresa e seu concorrente.

 

Gerar valor significa antecipar-se às necessidades do seu cliente e agir na frente. E para que isso seja possível não existe mágica: é preciso analisar o que os números e informações do seu negócio estão querendo dizer a você. Se necessário, mude a estratégia ou elabore novas ações. Na era do Big Data sai na frente quem toma decisões embasadas e responde com rapidez às mudanças de mercado.

 

Caso queira saber mais sobre Big Data, acesse:

 

·Big Data e a importância para as empresas

 

·Vídeos - O que é Big Data?